Em novembro de dois mil dezesseis, o fotógrafo Giovanni Bello vivenciou a notícia da morte de Fidel Castro em Havana, Cuba. O jornalista, que se hospedava em um hostel, soube do falecimento do líder cubano através de um telefonema. A morte, ocorrida aos noventa anos, foi confirmada pela televisão estatal.
A experiência de Bello, jornalista da BBC em Londres desde dois mil vinte, se transformou em trabalho intenso após o anúncio. Ele seguiu para a Plaza de la Revolución, local emblemático da cidade, mas encontrou pouca movimentação inicial. Segundo Bello, a população aguardava a programação oficial do governo sobre os eventos de luto. Na época, a venda de álcool e a execução de músicas em espaços públicos estavam proibidas.
O fotógrafo registrou a percepção de que Fidel Castro era uma figura complexa em sua liderança de quarenta e nove anos. Para alguns, ele era o líder que cuidava do povo. Outros viam, com olhar mais crítico, os privilégios e a ausência de espaço para dissidências no regime.
O livro “Se murió Fidel” é uma fotorreportagem sobre esse momento histórico. Ele detalha como os cubanos tomaram consciência da partida do líder da revolução. O cronograma de eventos previa que as cinzas do comandante percorreriam mil quilômetros entre Havana e Santiago de Cuba, com manifestações autorizadas nos pontos do trajeto.

