A lobista Roberta Luchsinger declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe ofereceu um cargo no governo. Segundo ela, recusou a função para atuar em negócios privados com Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar. Os diálogos foram obtidos pela Polícia Federal e integram um relatório da instituição.
A profissional afirmou em conversas de 2024 que mantinha proximidade com o presidente. O inquérito da Polícia Federal aponta indícios de corrupção e tráfico de influência na atuação de um grupo. Os investigadores indicam que Fábio Luís Lula da Silva atuava como agenciador de empresários interessados em contratos com autarquias federais.
O relatório revela que Roberta Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar formavam um núcleo para atender interesses privados perante a Administração Pública Federal, incluindo o Ministério da Saúde. As mensagens mostram contato direto da lobista com Gustavo Gaspar, ex-assessor do Ministério das Comunicações.
Roberta Luchsinger projetava receber R$ 100 milhões em 2024 ao atuar pelo Palácio do Planalto. As investigações também apontam que ela orientava um motorista a realizar entregas de valores em espécie, com destino a Fernando Bittar, proprietário de um sítio em Atibaia.
As defesas de Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar criticaram o vazamento da investigação. O advogado Marco Aurélio Carvalho disse que a divulgação busca causar impacto no processo eleitoral. As defesas de Roberta Luchsinger e Gustavo Gaspar não se manifestaram sobre os fatos.

