Uma lobista declarou em mensagens interceptadas pela Polícia Federal ter recebido uma oferta de cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela afirmou ter recusado a posição para concentrar seus esforços em negócios com Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do mandatário.
Roberta Luchsinger relatou que foi uma das poucas pessoas chamadas pelo presidente para decidir onde desejava permanecer. Segundo a mensagem trocada em 2024 com Gustavo Gaspar, ela respondeu: “aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio [Lulinha] e Fernando [Bittar]”. A profissional acrescentou que não ocupa cargo algum e atua livremente.
A defesa de Luchsinger não se manifestou sobre a matéria. Por sua vez, a defesa de Gustavo Gaspar informou que não emitirá declarações sem ter acesso aos autos do processo. O assessor de Jucelino Filho, ex-ministro das Comunicações de Lula, também não forneceu resposta aos veículos de comunicação procurados.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, defensor de Fábio Luís Lula da Silva, criticou o que chamou de “vazamento criminoso” das investigações. Ele sustentou que há uma intenção de influenciar o processo eleitoral usando o filho do presidente, sem que haja provas que o incriminem.

