A Polícia Federal apura que uma lobista efetuou pagamentos totalizando R$ 217 mil em despesas de um ex-chefe de gabinete de Lula. Os repasses, realizados em 2024, coincidem com o período em que ela buscava contratos com o Ministério da Saúde sobre cannabis medicinal.
Os pagamentos incluíram faturas de cartão de crédito, financiamento de veículo e outras despesas para o ex-chefe de gabinete. Os detalhes constam em representações da PF que motivaram inquéritos sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação aponta que os pagamentos ocorreram em paralelo a conversas entre a lobista e o ex-chefe de gabinete. A PF detalhou que os valores abrangem joias de diamantes no valor de R$ 9.000, R$ 95 mil em um cartão do Banco do Brasil, R$ 36 mil em boletos de financiamento e R$ 48 mil em consórcio.
A defesa do ex-chefe de gabinete negou ter recebido documentos de compras ou licitações do Ministério da Saúde. Os advogados alegaram que os valores citados são referentes a empréstimo pessoal e que o vazamento visa distorcer fatos.
A polícia afirmou que os pagamentos ocorreram sem tratativas claras em muitos casos. Em uma ocasião, o ex-chefe de gabinete pediu que a lobista pagasse uma parcela de fatura, classificando a manobra como presente de aniversário de sua filha.

