A Lockheed Martin planeja triplicar sua capacidade produtiva de sistemas de defesa, um movimento estratégico que inclui parceria com a General Motors. O executivo da empresa afirmou que o investimento visa atender à crescente demanda global por armamentos e tecnologias avançadas.
O Chief Operating Officer (COO) da Lockheed Martin, Frank St. John, detalhou as metas de expansão em entrevista a veículos de comunicação. A companhia comprometeu US$ 9 bilhões, cerca de R$ 45 bilhões, em investimentos ao longo de três anos. Esses recursos serão aplicados em 20 instalações com o objetivo de triplicar a capacidade produtiva, e em alguns casos, quadruplicá-la.
A parceria com a General Motors busca aumentar a agilidade e reduzir gargalos industriais, aproveitando a experiência automotiva em fabricação de alta cadência. St. John explicou que a demanda pelo interceptador PAC-3 MSE está em alta, e a empresa pretende elevar sua produção para 2.000 unidades anuais até o fim desta década.
Em termos de inovação, o PAC-3 A será um novo interceptador capaz de lidar com cerca de dois terços das ameaças atuais do PAC-3 MSE. O novo sistema terá um custo entre um terço e metade do valor do modelo vigente, com o primeiro voo previsto para ocorrer em 18 meses. A empresa também projeta alta nos gastos com defesa, impulsionada pela evolução dos drones e pela aceitação de orçamentos militares de 5% por países.

