A atriz Lúcia Veríssimo transformou a Fazenda Independência, em Chiador, na Zona da Mata de Minas Gerais, em um espaço de produção orgânica e preservação ambiental. A propriedade, que se tornou residência fixa da artista durante a pandemia de Covid-19, proíbe o abate de animais e a utilização de defensivos químicos no cultivo.
Lúcia Veríssimo estabeleceu que vacas, cavalos, cabras e aves permaneçam na propriedade durante toda a vida. Animais que deixam de produzir leite ou ovos são encaminhados para áreas denominadas asilos, onde recebem abrigo, alimentação e cuidados veterinários até a morte natural. A atriz afirmou em seu site que não cria animais de engorda e que convidados que desejem consumir carne de frango devem comprar o produto de vizinhos.
A fazenda mantém pavões, cisnes, patos e galinhas-d’angola soltos. Um estatuto interno da propriedade impede que qualquer animal seja mantido em viveiros, gaiolas ou acorrentado. As vacas leiteiras possuem nomes próprios.
Quase metade da área total é composta por Mata Atlântica preservada, com cinco açudes e nascentes protegidas por vegetação nativa. No terreno, a atriz cultiva frutas, hortaliças, feijão, milho e abóbora sem o uso de produtos químicos.
Em 2024, um incêndio destruiu cerca de 30 hectares de vegetação na propriedade. Segundo a atriz, o fogo teria sido causado por uma bituca de cigarro descartada por caçadores ilegais que entraram no terreno.
Lúcia Veríssimo informou que possui 4,5 alqueires de Mata Atlântica virgem, de onde retira mudas para reflorestamento. Na ocasião do incêndio, a atriz declarou que sua maior preocupação era a preservação da mata e que a área foi salva graças à atuação do Corpo de Bombeiros.


