O lucro das maiores empresas de petróleo aumentou significativamente no segundo trimestre de 2026. Um levantamento da consultoria Elos Ayta mostrou que a média de lucro líquido subiu de US$ 36,3 bilhões no primeiro trimestre para US$ 85,0 bilhões no segundo, um avanço de 134%. O crescimento acompanha o retorno dos preços do petróleo a patamares mais altos ao longo do ano.
Em valores absolutos, ExxonMobil, Chevron, Shell e Petrobras lideraram o trimestre, concentrando cerca de 56% do lucro líquido do grupo comparável. A Petrobras, apesar de ter um lucro nominal inferior aos três concorrentes internacionais, apresentou margem líquida de 30,97% e margem EBITDA de 55,36% no período. Esses índices demonstram alta eficiência na conversão de receita em resultado.
A Occidental Petroleum foi a única companhia da lista com queda de lucro trimestral, caindo de US$ 3,3 bilhões para US$ 3,0 bilhões. A análise de João Vitor A. Saccardo, da Mesa de Renda Variável, aponta que a redução no dividendo da Petrobras, de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,5 bilhão, deve-se a mudanças na política de alocação de caixa, e não a problemas operacionais.
O analista explicou que a companhia alterou a meta de distribuição de dividendos, que passou de 60% do fluxo de caixa operacional para 45% do fluxo de caixa livre a partir de meados de 2023. Além disso, os investimentos da Petrobras dobraram em relação a 2022, o que diminui a base de cálculo dos dividendos.


