O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em conversa com Donald Trump nesta sexta-feira (13), que o Brasil dispõe de instrumentos próprios para combater lideranças do crime organizado. A declaração ocorre após os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como terroristas.
A manifestação ocorre após os Estados Unidos designarem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações criminosas terroristas estrangeiras, decisão tomada em maio. O governo brasileiro se opôs à classificação, argumentando que ela poderia facilitar intervenção norte-americana no país. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, Lula informou ao presidente americano que o Brasil possui meios internos para prender chefes de facções.
Em relação à segurança, o presidente brasileiro reiterou o interesse em cooperar com Washington. Trump respondeu positivamente e prometeu mobilizar funcionários de alto escalão para dar andamento aos acordos sobre o tema. O diálogo, que durou uma hora e vinte minutos, foi descrito pelo Palácio do Planalto como cordial.
Os líderes também debateram o novo aumento de tarifas imposto pelo governo dos Estados Unidos. Lula contestou as alegações americanas que fundamentaram as barreiras comerciais contra produtos brasileiros, classificando-as como infundadas. As novas tarifas foram definidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos com base em questões como desmatamento e trabalho forçado.
O presidente Lula pontuou que as medidas tarifárias prejudicam a economia dos dois países e sugeriu que a manutenção das negociações bilaterais é o melhor caminho. Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e propôs que equipes técnicas dos dois governos se reunam em breve.

