O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato de campanha em São Bernardo do Campo, São Paulo. O presidente mencionou a decisão do magistrado que impediu seu acompanhamento no enterro do irmão, Genival Inácio da Silva, em 2019.
Lula comparou o episódio recente com o tratamento recebido quando preso durante a ditadura militar. Ele afirmou que, na época, um delegado permitiu que ele saísse da cadeia para visitar a mãe, Dona Lindu. Contrapôs isso à situação atual, dizendo que um ministro que ele indicou não autorizou sua presença no velório do irmão.
O irmão, Vavá, faleceu em 29 de janeiro de 2019, aos 79 anos, por câncer. O pedido de viagem foi julgado pelo ministro Toffoli, que na ocasião presidia a Corte. A decisão, porém, saiu após o sepultamento, o que levou Lula a não viajar.
A relação entre os dois se desgastou novamente com investigações ligadas ao Banco Master. Relatos de aliados próximos ao presidente indicaram desgaste e sentimentos de decepção, levando Lula a avaliar que o ministro deveria se afastar da relatoria do caso.


