A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foca em atrair eleitores jovens para evitar a percepção de desgaste político. O objetivo é impedir o avanço de adversários nesse segmento, que representa mais de 30% do eleitorado nacional.
A estratégia envolve mudanças na linguagem e na exposição pública do líder petista. Nas redes sociais, ele é apresentado como ativo e conectado a tendências atuais. Em uma publicação no TikTok, ele utilizou a gíria “farma aura” e se descreveu como “amigo dos millennials”, geração de trinta a quarenta e cinco anos.
A campanha também prevê mais aparições informais, como em atividades físicas no Palácio da Alvorada. Uma paródia musical, inspirada no “Rap do Silva”, busca contar a trajetória do presidente com uma abordagem mais jovem, visando eleitores nascidos após os anos dois mil.
A disputa jovem também envolve o candidato Renan Santos, do Missão. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira mostrou Renan com dez por cento das intenções de voto entre os jovens de dezesseis a trinta e quatro anos. Nessa faixa, Lula lidera com trinta e quatro por cento, seguido por Flávio Bolsonaro, com trinta e um por cento.
A vereadora Luna Zarattini, de trinta e dois anos, integrante da coordenação da campanha, afirmou que a juventude está em disputa, sem identificação clara com bolsonarismo ou lulismo. Membros do governo apontam que o presidente precisa reforçar discursos sobre empreendedorismo, capacitação e custo de vida para este público.


