O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (27), que a criação do Ministério da Segurança Pública está condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional, a fim de definir as responsabilidades da União, dos estados e dos municípios.
Lula relatou ter se reunido nesta semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir o avanço da matéria e de outros projetos legislativos. O presidente explicou que, atualmente, a responsabilidade do governo federal recai apenas sobre a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Penal.
Sobre a estrutura atual, o chefe do Executivo informou que a Constituição de 1988 atribuiu a segurança pública aos estados porque a sociedade civil desejava afastar a gerência militar das polícias estaduais na época da Constituinte.
Questionado sobre investigações da PF envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o presidente afirmou que não irá interferir nos processos. Lula disse que sua postura difere da de gestões anteriores e declarou que, embora acredite na inocência do filho, ele deverá prová-la.
O presidente negou conhecer a lobista Roberta Luchsinger, apesar de ter registrado fotos com ela. Sobre as mensagens encontradas no aparelho da empresária, Lula afirmou que o conteúdo não prova o uso de dinheiro público em favor da lobista nem reuniões do filho com ministros do governo.
Em relação ao ex-chefe de seu gabinete, Marco Aurélio Ribeiro Santana, o presidente declarou que, caso ele tenha cometido algum erro, deve pagar o preço correspondente.

