O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste domingo (16/08/2026), a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que não autorizou sua saída da prisão em 2019 para acompanhar o enterro de seu irmão. O episódio ocorreu enquanto Lula estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Durante discurso no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, Lula fez paralelo com um caso da ditadura militar. Ele afirmou que, naquela época, um delegado da Polícia Federal permitiu sua saída da cadeia para o enterro de sua mãe, Eurídice Ferreira de Melo. “Um delegado de polícia permitiu que eu saísse da cadeia para o enterro da minha mãe. Agora, no regime democrático, um ministro que eu indiquei, não permitiu que eu saísse da cadeia pra ver o enterro do meu irmão Vavá”, disse Lula.
O irmão, Genival Inácio da Silva, faleceu em 29 de janeiro de 2019, aos 79 anos, por câncer. Na ocasião, Toffoli, que presidia o STF, havia autorizado o encontro com familiares, mas a liberação ocorreu após o sepultamento. Lideranças do PT contaram que Lula desistiu de viajar por falta de tempo.
O presidente iniciou também sua campanha neste domingo. O ato no estádio, palco de militância petista nos anos 1970 e 1980, serviu para lançar o slogan “O Brasil pronto pra mais”. Lula, que buscará um quarto mandato, citou a defesa nacional e o ensino em tempo integral como prioridades.


