O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (28), em agenda de campanha na Bahia, que considera “triste” a ausência de discussões sobre propostas durante sabatina realizada pela TV Globo na noite anterior. Lula declarou que a entrevista focou em questões que podem colocar em dúvida a candidatura.
O presidente disse que não espera que jornalistas façam perguntas para agradá-lo, reconhecendo que o papel do profissional é questionar. Segundo Lula, a preparação para o debate visava discutir propostas para o futuro do Brasil, mas o espaço foi preenchido por outros temas.
Durante a entrevista de quinta-feira (27), conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos, o presidente reclamou do tempo dedicado a investigações de pessoas próximas a ele. Na ocasião, Lula afirmou que a dinâmica da conversa fazia parecer que ele estava no Ministério Público.
Na Bahia, o evento contou com a presença do senador Jaques Wagner (PT-BA). O parlamentar foi alvo de questionamentos da emissora sobre uma investigação da Polícia Federal no caso Banco Master. Lula defendeu o aliado e afirmou ter consciência de que Wagner é honesto.
O presidente também criticou a cobertura da imprensa sobre a Operação Lava Jato. Ele acusou os veículos de divulgar informações falsas e cobrou um pedido de desculpas, alegando que a imprensa brasileira “comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu”.
Em resposta, a jornalista Renata Vasconcellos afirmou que o jornalismo da emissora cumpriu a obrigação de noticiar os fatos. Lula rebateu a fala e disse que a imprensa produziu um “monstro mentiroso” ao dar espaço a Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

