O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentará candidatos ao governo em doze unidades da federação nas eleições de 2026. Este número marca o menor patamar de candidaturas petistas em todos os ciclos presidenciais com o presidente desde 1994.
A estratégia do PT envolve maior participação de aliados, incluindo siglas do Centrão como PSD e União Brasil. Segundo especialistas, essa configuração reflete um cálculo eleitoral que utiliza parceiros para fortalecer o palanque presidencial em locais onde o partido não tem nome competitivo.
As convenções partidárias, que terminaram em cinco de agosto, definiram o mapa de palanques. Em Minas Gerais, o partido escolheu o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias após negociações que encerraram com a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB). O PT liderará chapas em Minas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo e Distrito Federal.
O PT abriu espaço para candidatos de partidos aliados em diversos estados. Por exemplo, o PSD comandará palanques em Rio, Amazonas, Sergipe e Tocantins. O vice-líder do governo Lula no Congresso, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a redução não é fraqueza, mas atende à prioridade de ampliar a base eleitoral do presidente nos estados.
O cientista político Vinícius Alves, professor do IDPSP, explica que o PT tende a ceder a cabeça de chapa quando encontra uma liderança aliada forte. Ele aponta que, em um contexto de votos apertados, esse cálculo pode ser vantajoso para a campanha presidencial.


