O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou a Donald Trump que o Brasil não necessita de classificação internacional para combater o crime organizado em território nacional. A fala ocorre após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas estrangeiras.
O governo brasileiro se manifestou contra a designação norte-americana, pois avalia que ela pode abrir caminho para intervenção dos Estados Unidos no país. Segundo informações da Secretaria de Comunicação da Presidência, Lula informou ao presidente americano que o Brasil possui mecanismos internos para prender e combater as lideranças das facções criminosas.
Ambos os líderes também debateram a recente imposição de tarifas pelos Estados Unidos. Lula contestou as alegações americanas que justificaram as barreiras comerciais, afirmando que elas são infundadas. As novas tarifas foram estabelecidas com base em investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O presidente brasileiro rebateu os pontos levantados pelo governo americano, como desmatamento, corrupção e trabalho forçado, durante o diálogo. Lula enfatizou que as tarifas prejudicam a economia de ambos os países e que a manutenção das negociações bilaterais é a melhor solução.
Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos governos retomem reuniões o quanto antes. A conversa, descrita pelo Palácio do Planalto como cordial, durou uma hora e vinte minutos.

