O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste sábado, em evento de campanha em Bangu, no Rio de Janeiro, que a gestão priorizará a prisão de criminosos em vez de confrontos armados. O presidente defendeu que o combate ao crime organizado deve devolver o território à população.
Lula disse que o governo não fará “carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200”. Em seu discurso, o presidente afirmou que a meta é prender e garantir que “a rua é do povo, a vila é do povo”. Ele reforçou que o combate ao crime organizado no Rio deve retirar os bandidos dos territórios locais.
O petista também anunciou ter enviado ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de Segurança Pública. Caso aprovada no Senado, a PEC permitiria a criação de um Ministério da Segurança Pública e o reforço das Polícias Federal e Rodoviária Federal, incluindo uma Força Especial Federal para atuar nos estados.
A fala do presidente fez referência indireta à Operação Contenção, realizada em outubro de dois mil e vinte e cinco pelas polícias Civil e Militar do Rio. Essa ação, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, resultou em cento e vinte e um mortos, sendo a mais letal da história do estado.
O ato de campanha reuniu Lula, a primeira-dama Janja, o candidato ao governo do Rio Eduardo Paes e outros senadores. Paes, por sua vez, reforçou a aliança com o PT, dizendo que a disputa de dois mil e vinte e seis é para vencer a eleição.

