O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), que a imprensa brasileira “produziu um monstro mentiroso” ao referir-se a Sergio Moro e Deltan Dallagnol. A declaração ocorreu durante entrevista ao Jornal Nacional, em resposta a questionamentos sobre sua relação política com o ex-ministro Carlos Lupi.
Lula foi questionado sobre a presença em palanque com Lupi, que chefiava o Ministério da Previdência Social durante escândalos de desvios no INSS. O presidente rejeitou a ideia de que seria contraditório manter o vínculo, argumentando que o ex-ministro é um “cidadão livre” e não possui condenação. Ele afirmou que a situação seria diferente caso a Polícia Federal já tivesse acusado e condenado o político.
Durante a conversa, o presidente relembrou a prisão em 2018, no âmbito da Operação Lava Jato, cuja condenação foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Lula disse que decidiu se entregar na época para provar que Moro e Dallagnol eram mentirosos.
O presidente criticou a conduta dos veículos de comunicação, afirmando que a imprensa “comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu” o erro. Segundo ele, a mídia deverá pedir desculpas no futuro.
Sergio Moro atuou como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba na Lava Jato e depois foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Deltan Dallagnol foi procurador da República no Paraná e teve o registro de sua candidatura a deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023.
A entrevista faz parte de uma série de sabatinas com candidatos à Presidência da República. O ciclo começou na segunda-feira (24) com Romeu Zema e termina no sábado (29) com Augusto Cury.


