Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país, segundo pesquisa da Quaest. Os dados indicam diferenças de apenas um ou dois pontos percentuais entre os candidatos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, regiões que somam cerca de 63 milhões de eleitores.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro registra 30% das intenções de voto contra 29% de Lula. Em Minas Gerais, o senador aparece com 31% e o presidente com 30%. No Rio de Janeiro, a diferença é de 31% para Flávio e 29% para Lula. Todos os resultados estão dentro das margens de erro.
O cenário atual contrasta com a eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro obteve vantagens expressivas em São Paulo e no Rio. Naquela ocasião, o ex-presidente conquistou 55,24% dos votos válidos em São Paulo e 56,53% no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, a disputa foi mais acirrada, com Lula vencendo por 0,4 ponto percentual, uma diferença de aproximadamente 50 mil votos.
A pesquisa de agosto aponta que a vantagem bolsonarista no Sudeste diminuiu. Para Flávio, o desafio é recuperar as margens obtidas pelo pai. Para Lula, a redução da diferença nesses estados diminui a necessidade de compensar a votação em outras regiões do país.
O volume de indecisos também é significativo nos três estados: 17% em Minas Gerais, 16% no Rio de Janeiro e 13% em São Paulo. Esse contingente amplia a possibilidade de mudanças nas intenções de voto nas semanas que antecedem o primeiro turno.
Em São Paulo, a campanha do PL tenta utilizar a força de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição ao governo estadual e aliado de Flávio, para sustentar a vantagem no maior colégio eleitoral do Brasil. Já a estratégia de Lula em Minas Gerais foca na exposição de investimentos federais realizados no estado durante o atual mandato.


