O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veicularam neste sábado (29) seus primeiros programas eleitorais na TV. Enquanto o atual mandatário buscou se apresentar como alguém que enfrenta o sistema de privilégios, Bolsonaro priorizou a conquista do voto feminino e a imagem de moderado.
Lula utilizou a propaganda para descrever seu governo como um período de reconstrução. O candidato mencionou que recebeu o país destruído e afirmou que o Brasil está pronto para avanços adicionais em um eventual quarto mandato, citando como exemplo o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso. O programa do petista, que detém o maior tempo de TV com 5 minutos e 31 segundos, dedicou os primeiros 30 segundos a comparar o histórico do adversário a uma ficha policial.
Flávio Bolsonaro, com 4 minutos e 20 segundos de espaço, focou em acenos às mulheres e na tentativa de se distanciar do radicalismo familiar. Em depoimento, a esposa do candidato, Fernanda, afirmou ter reeducado o senador, chamando-o de Bolsonaro moderado. O parlamentar declarou que o Brasil está dominado por facções e criticou a economia, mencionando a redução da quantidade de produtos em embalagens, como ovos e chocolates.
Outros dois candidatos também estrearam propagandas. Ronaldo Caiado (PSD), com 2 minutos e 2 segundos, focou em segurança pública e no antipetismo, promovendo sua gestão como governador de Goiás. O candidato afirmou ter sido o primeiro a enfrentar a esquerda quando houve invasões de terras.
Augusto Cury (Avante), com 35 segundos de tempo, utilizou imagens de desordem e mencionou episódios como o mensalão e as pedaladas fiscais. O candidato defendeu a necessidade de escuta para a cura do país, questionando se o eleitor deseja mais quatro anos de instabilidade política.

