O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciaram a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV neste sábado (29) com trocas de críticas. Enquanto o atual governo apresentou medidas de gestão, o candidato do PL focou na situação econômica das famílias e na segurança pública.
A peça de Lula abriu com ataques ao adversário, citando as investigações sobre o caso das “rachadinhas”, a relação de Flávio com o policial Adriano da Nóbrega e a solicitação de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse. O material classifica o senador como “o pior dos Bolsonaro”.
O presidente defendeu a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e a extinção da escala de trabalho 6×1. Lula também mencionou ações contra organizações criminosas e a violência contra as mulheres, afirmando que o Brasil está pronto para avançar ainda mais.
Flávio Bolsonaro rebateu as imagens do governo, alegando que Lula apresentaria “cenas bonitas” para culpar terceiros, enquanto ele mostraria o “Brasil real”. O senador citou o endividamento da população, declarando que até a pizza está sendo parcelada. Parte do tempo foi dedicado à família, com a participação da esposa, Fernanda Bolsonaro, e de parentes.
Outros dois candidatos também utilizaram o espaço. Ronaldo Caiado (PSD) destacou seus dois mandatos como governador de Goiás, com foco em saúde, educação e segurança, além de criticar gestões do PT. Já Augusto Cury (Avante) concentrou seu discurso no combate à polarização política.
Apenas Lula, Flávio, Caiado e Cury possuem direito aos blocos de propaganda nos meios de comunicação. Outros candidatos, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não atingiram os critérios partidários para o acesso ao horário gratuito e concentram suas campanhas nas redes sociais.


