Tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro defendem ampliação do crédito e do seguro rural em seus planos de governo. As propostas visam proteger produtores de perdas e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro. A inadimplência do setor atingiu 8,8% no primeiro trimestre de 2026.
Produtores rurais reclamam de custos altos e oscilação de preços das commodities. Os dois candidatos tratam o agronegócio como peça estratégica da economia nacional. O plano do presidente Lula foca no reforço do Plano Safra, que disponibilizou R$ 525 bilhões para a agricultura empresarial na edição 2026/2027. Lula também propõe um programa nacional de resiliência contra eventos climáticos extremos.
Flávio Bolsonaro sugere ampliar o seguro rural e usar a securitização e reorganização de dívidas para dar aos produtores um horizonte de planejamento superior a um ano. Ele foca na expansão de áreas irrigadas e na criação de polos no Matopiba e no semiárido para mitigar secas. Enquanto isso, o presidente Lula detalha a intenção de negociar um instrumento para cobrir perdas sistêmicas em caso de quebra severa de safra.
Na questão diplomática, Flávio afirma buscar soluções contra sanções de Estados Unidos, China e Europa aos produtos brasileiros. Lula promete manter a abertura de mercados, citando a abertura de 656 mercados no mandato atual. Os dois candidatos concordam com a necessidade de reduzir a dependência de fertilizantes importados, mas divergem na regularização fundiária.

