O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros 74 políticos que foram alvos da Operação Lava Jato disputam cargos nas eleições de 2026. Segundo levantamento baseado em inquéritos e registros da Justiça Eleitoral, nove desses candidatos chegaram a ser presos, com condenações definitivas ou não.
O Partido dos Trabalhadores (PT) concentra o maior volume de candidatos nessa condição, com 22 nomes. O Progressistas (PP) segue com 13, enquanto o MDB possui nove, o PSD tem sete e o Republicanos soma seis candidatos que foram investigados pela força-tarefa.
A maioria dos nomes disputa vagas para deputado federal, com 39 candidatos, e senador, com 17. O grupo também concorre a cargos de governador (8), deputado estadual (5), vice-presidente (3) e presidente (1). Entre os nomes presos pelas autoridades estão Eduardo Cunha (Republicanos-MG), Zé Dirceu (PT-SP) e Delcídio Amaral (PRD-MS).
Quanto ao patrimônio, 54 dos 75 candidatos declararam possuir mais de R$ 1 milhão. Quinze deles informaram à Justiça Eleitoral que detêm bens superiores a R$ 10 milhões.
O caso do presidente Lula é o mais emblemático do grupo. O petista cumpriu 580 dias de prisão, entre abril de 2018 e novembro de 2019, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a condenação em primeira instância por incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, e a Justiça posteriormente declarou a prescrição dos processos.
A Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal, começou em março de 2014 para apurar propinas de construtoras em obras da Petrobras. A força-tarefa foi encerrada pelo Ministério Público em fevereiro de 2021, após quase sete anos de atividade, e a operação teve fim total em 2024.


