Lula e Flávio Bolsonaro iniciaram as campanhas para a Presidência da República neste domingo, dia dezesseis, com discursos focados em críticas ao adversário e na defesa de propostas diferentes. O petista utilizou um tom nostálgico, enquanto o senador retomou pautas ligadas ao bolsonarismo.
Em São Bernardo do Campo, no estádio 1º de Maio, Lula relembrou sua liderança entre os metalúrgicos da região. O presidente recordou a greve de quarenta e um dias de metalúrgicos em mil novecentos e oitenta. Durante o discurso, Lula afirmou que não mentiria para seus eleitores e criticou a direita brasileira, atribuindo a ela responsabilidade por quatrocentos mil mortes durante a pandemia de Covid.
O petista defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e falou sobre a transposição do Rio São Francisco e terras raras, defendendo a industrialização desses recursos. Já Flávio Bolsonaro, em seu primeiro ato de campanha, defendeu a castração química para estupradores e a redução da maioridade penal. Ele acusou o governo atual de não combater ladrões e prometeu classificar grupos criminosos como organizações terroristas.
Ambos os candidatos fizeram referências diretas um ao outro. Lula direcionou críticas ao governo anterior e à direita, enquanto Flávio concentrou ataques no atual presidente, mencionando escândalos e alegando que a classe média foi enganada pela gestão atual.


