O presidente Luiz Inácio Lula da Silva listou, nesta quinta-feira (27), medidas de educação implementadas em seus governos após ser questionado sobre a qualidade do aprendizado no ensino público. A publicação nas redes sociais ocorreu um dia depois de entrevista em que foram citados baixos índices de proficiência em matemática.
Lula afirmou ter orgulho das políticas adotadas e apresentou dados para sustentar a avaliação. Entre os pontos citados estão a meta de 1,8 milhão de vagas de ensino integral e a criação de 111 novos Institutos Federais, embora parte dessas unidades ainda esteja em fase de licitação ou construção.
O presidente mencionou o programa Pé-de-Meia, que atende 7,3 milhões de alunos, e a redução de 61% na evasão escolar. Citou também a expansão do número de graduados, que passou de 5 milhões em 2003 para 25 milhões, e a queda da taxa de analfabetismo para 4,9%, o menor nível da história do país.
A reação ocorreu após questionamento sobre levantamento do Todos Pela Educação. Os dados indicam que 58,6% dos estudantes do ensino médio da rede pública estão abaixo do nível básico em matemática. Na ocasião, Lula defendeu a expansão do ensino integral e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Sobre a valorização docente, o presidente informou que o governo oferece bolsas para estudantes com bom desempenho no Enem que optem por licenciaturas. O programa Pé-de-Meia Licenciaturas paga R$ 700 mensais, além de R$ 350 em poupança para quem atuar posteriormente na rede pública.
Para um eventual quarto mandato, Lula declarou a intenção de ampliar a formação em engenharia, matemática e áreas digitais. O presidente afirmou que o Brasil deve desenvolver conhecimento próprio em inteligência artificial para não ficar subordinado à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.
O Ministério da Educação (MEC) não respondeu aos pedidos de confirmação dos dados citados até a publicação desta reportagem.


