O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (29), em encontro com o eleitorado feminino na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, que pretende aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 já na próxima semana. O chefe do Executivo defendeu a medida para que trabalhadores tenham mais tempo para a vida pessoal e cuidados com os filhos.
A declaração ocorre após acordo firmado nesta quarta-feira (26) entre o Palácio do Planalto e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. O pacto prevê o avanço de pautas prioritárias da gestão, incluindo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança.
Durante o ato, Lula questionou a baixa representação feminina no Legislativo e pediu que as mulheres, maioria entre os beneficiários de programas sociais, votem para diminuir essa desigualdade. O presidente, candidato à reeleição, informou que a participação feminina em cargos de gestão no governo é de 38% e afirmou que a meta é atingir 50% ou mais.
O evento contou com a presença de aliadas como a candidata ao Senado Marília Campos e as ministras Márcia Lopes, Miriam Belchior e Margareth Menezes. O candidato a governador Patrus Ananias também discursou e citou que Minas Gerais é o segundo estado com mais feminicídios no Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.
Antes da chegada do presidente, militantes protestaram com faixas contra o PT. Em manifesto assinado por 13 parlamentares da sigla, as mulheres criticaram a destinação de recursos de campanha, alegando que a distribuição de valores irrisórios configura instrumentalização feminina na política.
Pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto indica que Lula lidera as intenções de voto entre as mulheres com 51%, contra 38% de Flávio Bolsonaro. O resultado mantém a tendência da rodada de julho, quando os candidatos marcaram 50% e 40%, respectivamente.

