O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, em média, um chefe de Estado estrangeiro a cada 16 dias durante seu mandato. Ele recebeu visitas de líderes de 49 nações, abrangendo todos os continentes, mas deu preferência a representantes sul-americanos e da União Europeia.
O destaque diplomático da gestão atual foi a organização de uma reunião com os líderes da América do Sul. O objetivo foi restabelecer o diálogo estruturado após o mandato do antecessor. Em 30 de maio de 2023, Lula recebeu dez presidentes sul-americanos e o primeiro-ministro do Peru no Palácio do Itamaraty, ocasião em que foi retomada a relação com a Venezuela.
A relação com a Argentina teve momentos distintos. Durante as visitas do então presidente Alberto Fernández, Lula discutiu o aumento de financiamento de exportações e a integração ao Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics. Contudo, após as eleições de outubro de 2023, com a vitória de Javier Milei, as relações diplomáticas foram rebaixadas a nível de encarregado de negócios em agosto de 2026.
As investidas diplomáticas também envolveram a aproximação com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen. Ela visitou o Brasil quatro vezes desde 2023, e as conversas focaram na conclusão do acordo Mercosul-UE de livre comércio, que entrou em vigência provisória em 1º de maio de 2026.
Em comparação, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula, houve 37 recepções. Este número é quase o dobro de 19 recebidos pelo antecessor no mesmo período. Durante todo o governo anterior, o ex-presidente recebeu líderes de 19 países, com média de visitas a cada 49 dias.


