A equipe econômica conseguiu desarmar uma pauta interna do PT sobre gastos no programa de governo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a necessidade de contenção na trajetória dos gastos obrigatórios. Temas como tarifa zero no transporte e reversão de privatizações foram excluídos das propostas.
A definição ocorreu nesta semana, e a área econômica obteve vitórias ao afastar propostas consideradas ruidosas para o mercado financeiro. O programa de governo, que ainda será divulgado, não incluirá teses como controle de capitais ou promessa de tarifa zero no transporte público, segundo a equipe econômica.
A sinalização também reforça o esforço de consolidação fiscal do governo, visando melhorar os resultados primários. Embora não haja menção direta ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, o documento prevê a retomada de resultados primários positivos e um ajuste de dois pontos percentuais do PIB até 2030.
Apesar do acordo com presidentes do PT, como Edinho Silva, e do BNDES, a equipe econômica não conseguiu promessas mais ousadas, como a diminuição do teto de gastos. A flexibilidade do documento do PT visa permitir que Lula defina passos eleitorais e de gestão, ao mesmo tempo em que sinaliza melhoria na posição fiscal do país.


