O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou os resultados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) na quinta-feira (13) para reforçar críticas a gastos com jogos. O mandatário defendeu que o endividamento pessoal deve ser saudável e ligado à melhoria da qualidade de vida.
O presidente afirmou não ser contra o endividamento, contanto que ele tenha um objetivo de crescimento ou melhoria da qualidade de vida. Ele pediu que a sociedade receba educação financeira para gastar apenas o que for possível pagar. O evento, realizado em auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foi uma exceção à agenda presidencial recente.
Segundo a Rais, entre janeiro de dois mil vinte e três e junho de dois mil vinte e seis, o país registrou um saldo positivo de 10,1 milhões de empregos. Desse total, 5,35 milhões foram de vínculos celetistas, enquanto 4,75 milhões foram do setor público. O crescimento foi impulsionado pelos setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, participou do encontro e criticou a pejotização. Ele solicitou que o presidente do Senado destravasse a proposta que altera a escala de trabalho de seis por um. Dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados (Caged), contudo, indicam queda na contratação formal de abril a junho, o pior resultado desde dois mil e vinte.
Em dois mil e vinte e cinco, o Brasil teve estoque de 59,9 milhões de empregos formais. A maior parte desses vínculos foi de celetistas, totalizando 46,1 milhões, e não de estatutários, que somaram 12,6 milhões. O setor público demonstrou variação superior ao mercado privado, com 18,2% no setor municipal.


