Uma mãe no Acre descobriu catarata congênita e ambliopia em sua filha de cinco meses após notar um reflexo branco nos olhos da bebê. A condição, que opacifica o cristalino, exige tratamento precoce para evitar perda permanente da visão.
A observação da alteração ocular levou a família a procurar atendimento médico, onde inicialmente houve suspeita de retinoblastoma. A oftalmologista responsável explicou que a catarata congênita impede a passagem adequada da luz até a retina, podendo causar cegueira infantil se não for tratada. A ambliopia, ou ‘olho preguiçoso’, ocorre quando o cérebro não desenvolve a visão por falta de estímulo visual.
A família deu entrada no pedido de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) junto à Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). Após ser informada de que o procedimento não era mais oferecido na capital amazonense, a solicitação foi direcionada a hospitais em outros estados. A Sesacre informou que o Distrito Federal aceitou receber a criança, aguardando apenas a definição da data do procedimento.
Enquanto aguarda o tratamento, a família organizou uma campanha solidária, pois o procedimento custa cerca de R$ 10 mil, sem contar despesas de deslocamento. A médica destacou que o diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais tempo a catarata impedir a entrada de luz, maior o risco de comprometimento visual permanente.

