As ações de Magazine Luiza e Americanas avançaram na B3 na segunda-feira, 17 de agosto, após Casas Bahia protocolar pedido de recuperação judicial. O movimento foi influenciado pela queda dos juros futuros, após a divulgação do IBC-Br de junho abaixo do esperado.
A Casas Bahia comunicou o pedido de recuperação judicial no fim da noite de domingo, 16 de agosto, envolvendo passivos de R$ 17,3 bilhões. A empresa citou dificuldades macroeconômicas, juros altos e restrição de crédito. Anteriormente, a varejista registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre e anunciou o fechamento de quase trezentas lojas.
O JPMorgan avalia que a reestruturação da Casas Bahia pode melhorar o posicionamento competitivo do Magazine Luiza, especialmente no canal físico. O banco aponta que as empresas têm escala similar na venda de eletrodomésticos e eletrônicos, o que pode favorecer ganhos de participação de mercado para o Magazine Luiza enquanto a rival se reorganiza.
Para analistas, a alta das concorrentes reflete a percepção de ganho de mercado em vez de melhora estrutural do setor. Um especialista da Cultura Capital afirmou que a restrição de crédito da Casas Bahia limita sua capacidade de competir no curto e médio prazo, abrindo espaço para rivais com estrutura financeira mais estável.
Matheus Matos, sócio da MA7 Capital, disse que o mercado está precificando a saída de um concorrente, e não a melhora do varejo. Ele ressalta que empresas em recuperação judicial enfrentam restrições de fornecedores, o que transfere demanda para concorrentes como Magazine Luiza e Americanas.


