A justiça chinesa condenou o fundador da Evergrande à prisão perpétua nesta quinta-feira, dia 20 de agosto, por envolvimento em fraudes e desvio de fundos. A multa aplicada ao grupo ultrapassou 2 bilhões de dólares, cinco anos após o colapso da empresa abalar a economia nacional.
O empresário, que chegou a figurar entre os mais ricos da Ásia em 2017, declarou-se culpado em abril de oito acusações. Entre elas, constam fraude na captação de recursos, apropriação indevida de depósitos públicos e emissão fraudulenta de títulos.
A Evergrande foi um símbolo do mercado imobiliário chinês durante o período de crescimento do país. Contudo, o acesso ao crédito da empresa diminuiu após o governo impor restrições contra a especulação. A companhia entrou em calote em 2021, não honrando grande parte de suas dívidas, estimadas em 300 bilhões de dólares.
O tribunal afirmou que, entre dois mil dezesseis e dois mil vinte e um, a Evergrande e seu chefe violaram leis nacionais ao praticar fraudes financeiras em larga escala. A sentença proferida em Shenzhen encerra a trajetória do empresário, que já foi membro de órgão consultivo político do Partido Comunista.
Além da condenação do fundador, o grupo foi multado em 8,82 bilhões de yuans, e sua principal subsidiária, Hengda, recebeu multa de 7 bilhões de yuans. Outros cinco executivos também foram condenados a penas de prisão que variam de seis a dezoito anos.


