Um estudo do McKinsey Global Institute aponta que cinquenta e seis por cento das horas trabalhadas no Brasil podem ser realizadas por tecnologias existentes. A análise considera o impacto de inteligência artificial, robôs e agentes autônomos no mercado latino-americano.
O levantamento, publicado em julho de dois mil vinte e seis, calculou que o potencial técnico de automação atinge 56% do trabalho nacional, um índice próximo à média de cinquenta e sete por cento dos quinze países da América Latina avaliados. Os pesquisadores esclareceram que o dado mede o que a tecnologia pode fazer, e não a substituição efetiva de funções.
Os agentes de inteligência artificial concentram potencial de automação em tarefas não físicas, enquanto robôs atuam em atividades que exigem capacidade física. Isso abrange desde a organização de documentos e processamento de informações até operações logísticas e administrativas repetitivas. A pesquisa sugere que o impacto deve ser visto por tarefa, e não apenas pela ocupação.
Ainda assim, habilidades humanas permanecem centrais. Cerca de sessenta e seis por cento das competências exigidas por empregadores na América Latina aparecem tanto em atividades automatizáveis quanto nas que exigem julgamento humano, como comunicação e resolução de problemas. A adoção da tecnologia, contudo, depende de fatores como infraestrutura, custo e qualificação dos trabalhadores.
A McKinsey estima que a automação pode gerar cerca de US$ 450 bilhões por ano em valor econômico na América Latina até dois mil trinta, em um cenário intermediário. Para acompanhar essa mudança, o estudo sugere que profissionais mapeiem rotinas repetitivas e fortaleçam habilidades de decisão e supervisão de sistemas de IA.

