Mais de um terço dos candidatos registrados para as eleições de 2026 informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não possuir bens a declarar. O número soma 6.933 pessoas, representando 33,64% dos 20.608 registros disponíveis até a última quarta-feira (15).
A declaração de bens é um requisito obrigatório para o registro de candidatura, permitindo que eleitores consultem o patrimônio dos concorrentes por meio da plataforma DivulgaCand. Entre os 13 candidatos a presidente, dois informaram não ter bens. A candidata a vice-presidente de um partido também fez a mesma declaração.
Os percentuais variam por cargo. Candidatos à Câmara dos Deputados tiveram 32,74% sem bens declarados, totalizando 2.500 dos 7.636 inscritos. Para o Senado, essa proporção caiu para 16,19%, ou 51 dos 314 candidatos. Nas assembleias legislativas, 35,57% dos 11.103 inscritos afirmaram não possuir bens.
A declaração é uma autodeclaração feita pelo próprio candidato, mas a Justiça Eleitoral pode questionar omissões ou inconsistências. Especialistas apontam que o objetivo do documento é dar transparência ao patrimônio político, permitindo acompanhar a evolução financeira dos concorrentes.
Segundo especialistas, a omissão intencional de um bem pode levar à impugnação do registro ou a crime de falsidade ideológica. A Justiça Eleitoral ainda precisa analisar todos os pedidos de registro antes que as candidaturas sejam definitivamente aprovadas.

