Elementos associados aos anos 2000, como gloss espelhado e sombra azul, reaparecem na beleza em 2026. A tendência, contudo, se apresenta com uma proposta mais leve e precisa do que as versões originais da década.
O movimento não implica reproduzir os códigos daquela época de forma literal, explica Carlos Moura, maquiador e fotógrafo brasileiro residente em Londres. Segundo Moura, o segredo reside em atualizar as referências. A sombra azul, por exemplo, aparece agora em acabamentos translúcidos ou esfumados, e o brilho funciona como detalhe estratégico.
A releitura já é vista em produções internacionais. Zendaya utilizou uma versão metálica e esfumada da tonalidade em aparições recentes. A estética atual seleciona elementos pontuais, combinando-os com texturas mais delicadas, ao invés de reunir todos os códigos de uma vez.
Moura acrescenta que o comportamento em relação à maquiagem mudou. Se antes a busca era por um visual quase imperceptível, agora há vontade de experimentar cor e textura. A inspiração pode vir dos anos 2000, mas a aplicação deve dialogar com o ano de 2026.

