A construção civil, setor gerador de empregos, também é grande gerador de impacto ambiental. Um estudo em Serra Talhada (PE) mostrou que o descarte irregular de resíduos de demolição causa contaminação do solo e da água. A adoção de maquinário eficiente e planejamento é vista como solução.
O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) estima que o setor consome 20% da água das cidades e gera 80 milhões de toneladas de resíduos anuais. A Agência Internacional de Energia (IEA) atribui à construção civil a liberação de 39% dos gases de efeito estufa globalmente. A fase de demolição, em particular, é apontada como altamente poluente quando os resíduos não são reaproveitados.
Matheus K. Leite, engenheiro mecânico da Bristol, explica que a demolição sustentável depende da escolha correta da tecnologia e do reaproveitamento de materiais. Ele afirma que a triagem de resíduos, como concreto e metais, no canteiro de obras aumenta o potencial de reciclagem e diminui o volume enviado a aterros.
O engenheiro também detalha que o uso de implementos hidráulicos em escavadeiras reduz o consumo de combustível e as emissões de CO₂. Além disso, o emprego de equipamentos de alta precisão minimiza a dispersão de poeira e vibrações nas áreas vizinhas, fatores cruciais em projetos com critérios ambientais.

