A Marabraz confirmou o pedido de recuperação judicial protocolado no sábado, dia 15, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida visa reestruturar a operação e organizar compromissos financeiros, mantendo as lojas abertas e o compromisso com os empregos.
O comunicado da rede de lojas, assinado pelo diretor Nasser Fares, esclarece que a crise enfrentada é predominantemente financeira e de liquidez, e não decorre da inviabilidade do varejo. A petição, apresentada pelo escritório Campana Pacca Advogados, reúne cinco sociedades do grupo e apresenta um passivo total de R$ 140,2 milhões.
Segundo o documento, as dificuldades surgiram após disputas familiares e societárias romperem uma estrutura anterior. Antigamente, ativos de uma holding familiar garantiam linhas de crédito, mas instituições financeiras passaram a exigir novas garantias e reduzir limites de crédito.
O processo judicial abrange empresas como Comercial de Móveis Jordanésia e Comercial Móveis das Nações. Além da crise financeira, a petição menciona mais de mil reclamações trabalhistas ajuizadas contra uma das sociedades, o que motivou o pedido conjunto.
Entre os pedidos urgentes, o grupo solicita a liberação de recursos bloqueados e a manutenção de serviços essenciais, como energia elétrica e sistemas de pagamento. A documentação contábil oficial ainda não foi entregue, mas será apresentada em até trinta dias após o restabelecimento do sistema de registro de dados.


