A Marabraz solicitou recuperação judicial em São Paulo em agosto de 2026. O pedido abrange cinco empresas do grupo e envolve uma dívida total de R$ 140,188 milhões. A empresa busca reorganizar obrigações após enfrentar dificuldades de crédito.
O problema se agravou devido a alterações na estrutura patrimonial ligada à família controladora. Antigamente, imóveis comerciais e centros de distribuição eram usados como garantia em operações bancárias. Com a mudança, os bancos reavaliaram o risco das operações.
As instituições financeiras passaram a exigir novos ativos, reduzir limites de crédito ou aumentar custos dos financiamentos. Essa restrição ocorreu em um cenário onde a taxa Selic estava em 14%, elevando o custo de novos recursos.
A situação gerou uma crise de liquidez, mesmo com a operação comercial mantida. O setor de varejo, embora tenha apresentado crescimento de 7,5% em doze meses, enfrentou a pressão financeira. A recuperação judicial visa conciliar as obrigações com a capacidade de geração de caixa.
O processo tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Além das dívidas, a documentação aponta mais de mil reclamações trabalhistas envolvendo as empresas do grupo.


