Ferramentas criadas por desenvolvedores conseguiram enfraquecer ou remover a marca d’água invisível do Claude, desenvolvida pela Anthropic. As técnicas envolvem reescrita por outras IAs, alteração de frases e tradução entre idiomas, desafiando o sistema de detecção.
O sistema da Anthropic utiliza a tecnologia SynthID, desenvolvida pelo Google DeepMind, para criar uma assinatura estatística sutil nas palavras escolhidas pelo modelo. Essa marca visa identificar conteúdos gerados pela inteligência artificial, alinhando-se às regras de transparência do AI Act da União Europeia, vigentes desde 2 de agosto de 2026.
Entre os métodos de contorno, o projeto Watermarks Remover, criado por Guillaume Meyer, utiliza outros modelos de linguagem para reorganizar trechos e trocar vocabulário. Meyer apoia a identificação de conteúdos gerados por IA, mas critica o uso de marcas d’água invisíveis, alegando risco de falsos positivos.
Outros caminhos foram testados por outros engenheiros. Erik Hughes desenvolveu uma ferramenta que combina manipulação de caracteres com mudanças estruturais em cerca de quinze minutos. Leon Chlon demonstrou que a tradução para idiomas com estrutura diferente, como o árabe, e posterior retorno ao original enfraquece o sinal.
Os métodos exploram o fato de a marca d’água não ser um código oculto no arquivo, mas sim uma dependência das escolhas lexicais do modelo. Ao reescrever o conteúdo de maneira substancial, o padrão estatístico perde força, permitindo a evasão da detecção.


