A ex-BBB Marciele Albuquerque relatou o diagnóstico de alopecia após a percepção de uma falha de grande proporção no couro cabeludo. A alteração ocorreu após meses de estresse intenso, incluindo a rotina de compromissos do Festival de Parintins, em julho, período em que a paciente notou a queda acentuada dos fios.
A relação entre pressão emocional e perda de cabelo exige cautela médica. Segundo a médica Fernanda Nichelle, especialista em estética, o estresse pode interferir no ciclo de crescimento dos fios, mas isso não significa que qualquer queda após desgaste emocional seja um caso de alopecia areata ou outra doença específica.
Existem distinções clínicas entre as condições. O eflúvio telógeno, associado ao estresse, provoca uma queda difusa em diferentes regiões do couro cabeludo. Já a alopecia areata se manifesta por meio de falhas mais delimitadas. A aparência da queda é um dos elementos fundamentais para a avaliação profissional.
A identificação da origem do problema pode ser dificultada pelo intervalo temporal. O ciclo capilar não acompanha de forma imediata as transformações do organismo, o que faz com que a pessoa perceba a queda meses após ter enfrentado a fase de tensão.
Nichelle afirma que a investigação da causa deve preceder a escolha do tratamento. A médica diz que não é indicado utilizar produtos ou vitaminas sem saber a causa exata, pois a queda de cabelo é um sintoma e não um diagnóstico.
Além do aspecto clínico, a perda de fios impacta a identidade e a autoestima do paciente. No caso de Marciele, a falha visível alterou a percepção de sua própria imagem, já que o cabelo é uma característica marcante de sua aparência.
A recomendação médica é procurar avaliação profissional ao notar mudanças repentinas, como afinamento dos fios, aumento expressivo da queda ou surgimento de falhas localizadas no couro cabeludo.

