Marinheiros a bordo do porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln tentaram pular no mar durante um destacamento no Oriente Médio. Os incidentes ocorreram em meio a uma crise de saúde mental causada pela longa permanência da embarcação na região, segundo relatos.
O USS Abraham Lincoln deixou San Diego em novembro de 2025 para uma missão no Pacífico. No entanto, a embarcação foi redirecionada ao Oriente Médio em janeiro de 2026 devido à escalada de tensões entre os EUA e o Irã. A nave permaneceu na área sem previsão de retorno, mantendo cerca de cinco mil tripulantes no mar há mais de 250 dias consecutivos.
As condições a bordo foram questionadas em abril com denúncias de falta de alimentos. A Marinha classificou os relatos como falsos inicialmente. Depois, surgiram novas alegações sobre dificuldades de abastecimento, problemas de encanamento e o desgaste da saúde mental dos militares.
No início de agosto, um marinheiro caiu ao mar e foi resgatado. O senador democrata Richard Blumenthal enviou carta ao secretário de Guerra e ao secretário interino da Marinha, expressando preocupação com a duração das missões e as condições de vida. Ele citou relatos de escassez de itens básicos e problemas de contaminação da água.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou o envio do USS George Washington para substituir o Lincoln. Hegseth classificou os relatos sobre a situação dos militares como “deturpados”, enquanto o Pentágono justificou a rotação como necessidade de substituição de tropas em operação prolongada.


