O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, declarou que um governo do candidato não tem planos de privatizar a Petrobras. Marinho afirmou que a companhia é estratégica para o Brasil, mas que a política de concessões e participação privada será retomada.
A declaração foi feita durante evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, em Brasília. Segundo o senador, a estatal passará por avaliação de eficácia, mas não haverá privatização integral. Ele citou a venda de poços maduros no governo anterior, alegando que a iniciativa privada assumiu esses ativos, gerando mais produtividade e impostos.
Marinho criticou a gestão atual em relação às refinarias vendidas anteriormente. Ele alegou que o governo estaria tentando sufocar esses empreendimentos para que a Petrobras possa revendê-los. O senador também contestou a política comercial da companhia, dizendo que ela vende petróleo mais barato para suas refinarias e mais caro para as privadas.
O coordenador da campanha disse que a estratégia visa recuperar iniciativas econômicas adotadas entre dois mil dezenove e dois mil vinte e dois. Marinho garantiu que a campanha pretende retomar concessões e estabelecer maior previsibilidade regulatória para investimentos privados. Ele criticou a condução do governo em relação a desestatizações, citando a Eletrobras.

