A varejista Marisa encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 68,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 2,1 milhões registrado no mesmo período de 2025. O balanço mostra uma situação financeira pressionada, marcada pelo aumento do endividamento, mas a operação apresentou melhorias em indicadores.
O endividamento da companhia é o ponto de maior atenção. A dívida líquida da Marisa atingiu R$ 394,8 milhões ao final de junho, um aumento de 42,4% comparado a dezembro. Com isso, a alavancagem subiu de 0,8 vez para 1,4 vez. A parcela da dívida de longo prazo cresceu de 41% para 62%, segundo a empresa, após reorganização financeira.
Apesar do custo financeiro negativo de R$ 106 milhões no trimestre, que piorou 57,2% em um ano, os indicadores operacionais avançaram. O Ebitda pré-IFRS 16 alcançou R$ 36,1 milhões, representando alta de 89,9% em relação ao segundo trimestre de 2025. A receita líquida consolidada caiu 2,1%, atingindo R$ 386,2 milhões.
Em contrapartida, a margem bruta melhorou significativamente. O lucro bruto das lojas de mais de doze meses cresceu 5,2%, totalizando R$ 194,6 milhões, e a margem chegou a 51,3%, um recorde. As vendas digitais avançaram 13,1% no período, impulsionadas pela expansão do marketplace.


