A Marisa encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 68,4 milhões. Este valor reverteu o lucro de R$ 2,1 milhões registrado no mesmo período de 2025. A empresa reportou, contudo, melhora operacional, com Ebitda pré-IFRS 16 de R$ 36,1 milhões.
A receita líquida consolidada da companhia caiu 2,1%, atingindo R$ 386,2 milhões. No entanto, ao considerar apenas as lojas em operação há mais de doze meses, houve crescimento de 3,2%, totalizando R$ 379,4 milhões. A empresa atribuiu a alta de 5,3% esperada, sem o impacto da Copa do Mundo, à redução do fluxo de consumidores em shopping centers.
O desempenho bruto também avançou. O lucro bruto das mesmas lojas cresceu 5,2%, chegando a R$ 194,6 milhões. A margem bruta subiu um ponto percentual, alcançando o patamar de 51,3%. Os produtos de inverno registraram crescimento de 7,2%, enquanto as categorias íntima e feminina avançaram 6,7% e 4,8%, respectivamente.
O principal fator de peso no resultado foi o resultado financeiro negativo de R$ 106 milhões, uma piora de 57,2% em comparação anual. A companhia relaciona esse aumento às alterações na estrutura de dívida, incluindo liquidações antecipadas e novos financiamentos. A dívida líquida fechou em R$ 394,8 milhões, alta de 42,4% desde dezembro.
Em contrapartida, as despesas gerais e administrativas caíram 10,9%, totalizando R$ 36,8 milhões. O setor digital mostrou crescimento de 13,1% nas vendas, impulsionado pela ampliação do marketplace. O cartão Marisa terminou o trimestre com 1,1 milhão de unidades ativas, representando 26% das vendas totais.


