A Marisa encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 68,375 milhões. No mesmo período de 2025, a empresa havia apurado lucro de R$ 2,106 milhões. A receita líquida caiu dois vírgula um por cento em comparação anual.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda pré-IFRS16) aumentou 89,9% no trimestre, atingindo mais de R$ 36 milhões. Com isso, a margem Ebitda alcançou 9,3%, um avanço de quatro vírgula cinco pontos percentuais. A administração atribuiu a mudança aos ganhos de produtividade e à gestão de despesas.
A receita do varejo, medida em lojas mesmas, cresceu três vírgula dois por cento, totalizando R$ 379,4 milhões. O lucro bruto dessas lojas subiu cinco vírgula dois por cento, chegando a R$ 194,6 milhões, e a margem bruta atingiu 51,3%, patamar recorde. Contudo, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 106 milhões.
A dívida líquida da empresa somava R$ 394,8 milhões até junho, representando um aumento de 42,4% comparado a dezembro. A alavancagem, que mede a relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos doze meses, subiu de 0,8 vez para 1,4 vez. No ambiente digital, as vendas cresceram 13,1%, impulsionadas pelo sortimento no marketplace.


