A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 68,4 milhões entre abril e junho de 2026, no período em que no ano anterior a empresa obteve lucro de R$ 2,1 milhões. O resultado negativo foi puxado por um custo financeiro que atingiu R$ 106 milhões, representando uma piora de 57,2% em relação a 2025.
Apesar do resultado financeiro, o Ebitda pré-IFRS 16 cresceu 89,9% e alcançou R$ 36,1 milhões, indicando melhoria na operação antes dos custos financeiros. O endividamento da empresa também cresceu, com a dívida líquida chegando a R$ 394,8 milhões ao final de junho, um aumento de 42,4% comparado a dezembro.
A companhia justificou o aumento do endividamento como parte de uma reorganização financeira que incluiu pagamentos antecipados e novas contratações de financiamento. Contudo, a operação demonstra sinais positivos: lojas com mais de doze meses de funcionamento aumentaram a receita em 3,2%, e a margem bruta atingiu 51,3%.
As vendas digitais avançaram 13,1% no trimestre, impulsionadas por parcerias e pelo marketplace, enquanto a integração entre lojas físicas e canais digitais cresceu mais de 20%. A gestão da Marisa é dividida entre a Diretoria, que conta com Edson Salles Abuchaim Garcia como diretor-presidente, e o Conselho de Administração, presidido por Ivan Luiz Murias dos Santos.


