O volante Martinelli converteu a penúltima cobrança de pênaltis na vitória do Fluminense contra o Independiente Rivadavia, da Argentina, nesta sexta-feira (28), garantindo a vaga da equipe nas quartas de final da Copa Libertadores da América.
Em coletiva no CT Carlos Castilho, o jogador afirmou que a tensão é natural em disputas de pênaltis, mas que recebeu apoio do técnico Marcão e do zagueiro Thiago Silva para manter a convicção durante a execução da jogada.
Formado em Xerém e estreante no profissional em dezembro de 2020, Martinelli enfrentou críticas iniciais de torcedores, que o apelidaram de “jogador de condomínio” por supostas dificuldades em lidar com a pressão em jogos decisivos. O atleta relatou que a rodagem e o apoio do staff foram essenciais para superar esse período.
O histórico do volante inclui momentos de oscilação, como a expulsão em jogo contra o Cuiabá em 2023 e uma falha contra o Palmeiras no Brasileirão de 2025. No entanto, ele integrou o elenco campeão da Libertadores em 2023, entrando na final contra o Boca Juniors no lugar de Felipe Melo.
A saída do companheiro de posição André, transferido para a Inglaterra em 2024, forçou o jogador a assumir maior protagonismo no meio-campo. O processo resultou em atuações destacadas no Mundial de Clubes de 2025, ano em que registrou seu maior número de partidas na carreira.
Aos 24 anos, Martinelli é o atleta formado nas categorias de base que mais vestiu a camisa do Fluminense, superando marcas de Wellington Nem e Leandro Euzébio. No total, soma mais de 300 jogos profissionais, com títulos da Libertadores, Recopa Sul-Americana e dois Campeonatos Cariocas.


