A Mastercard, por meio de seu CEO Michael Miebach, delineou um futuro de pagamentos que ultrapassa o negócio central de cartões de crédito. O foco recai sobre transações máquina a máquina, onde empresas trocam bens digitais em tempo real, sem a necessidade de faturas.
Miebach argumentou que, enquanto o crescimento impulsionado por agentes de inteligência artificial pode ter limites no consumo humano, os pagamentos B2B entre máquinas criam um volume de transação inédito. Para suportar isso, a Mastercard desenvolveu o protocolo AgentPay for Machines (AP4M), voltado para pagamentos de alta velocidade em microfrações de dólar.
A estratégia da empresa inclui a adoção de trilhas não cartões, como evidenciado pela aquisição da BVNK, descrita pelo executivo como uma das maiores plataformas de stablecoin. Miebach afirmou que a Mastercard busca ser a camada de interoperabilidade e confiança acima de quaisquer trilhas que prevaleçam.
Os resultados do segundo trimestre de dois mil vinte e seis mostraram receita de nove bilhões, doiscentos e oitenta milhões de dólares, um aumento de 14,07% anualmente. A companhia também mencionou que a Visa segue uma rota similar, integrando plataformas de stablecoin e colaborando com a OpenAI para o comércio agentico.

