Patrick Liaschi Marçal, mecânico de trinta e quatro anos em Cornélio Procópio, Paraná, utiliza tato e audição para diagnosticar e reparar carros. O profissional perdeu a visão aos nove anos, após um descolamento de retina, e hoje administra uma oficina em sua garagem.
O mecânico iniciou seu negócio há quatro anos, durante a pandemia de Covid-19, após deixar a carreira musical. Ele optou pela mecânica, um ofício também exercido por seu avô. Para realizar os serviços, Patrick criou um método pessoal. Ele primeiro identifica a estrutura do veículo, criando um mapa mental para se orientar durante o conserto, pois suas mãos e ouvidos funcionam como ferramentas.
Ele utiliza um scanner com acessibilidade para ajudar na identificação de problemas nos carros. A esposa, Bianca Costa Batista Liaschi, incentivou a mudança de profissão. O trabalho também ganhou visibilidade nas redes sociais, onde ele compartilha a rotina da oficina com mais de noventa e quatro mil seguidores.
Um cliente antigo, Leomir Silva dos Santos, iniciou como consumidor e passou a auxiliar na oficina. Thiago Nicolau Lira, outro cliente, trabalha ao lado de Patrick desde dois mil e vinte e dois. Apesar do sucesso, o objetivo do mecânico é expandir o espaço físico da oficina.


