A Polícia Civil de São Paulo indiciou um médico por homicídio culposo após a morte de um menino de 3 anos, ocorrida em março deste ano em Conchal, interior de São Paulo. O inquérito concluiu que os protocolos de atendimento a crianças vítimas de acidentes escorpiônicos não foram seguidos pelo profissional.
O delegado responsável pela investigação informou que um parecer do Instituto Médico-Legal (IML) apontou negligência na conduta do médico. Segundo o delegado, o profissional deveria ter encaminhado imediatamente a criança para um hospital de referência em Araras, onde havia soro antiescorpiônico, mas optou por mantê-la em observação.
Durante o interrogatório, o médico afirmou desconhecer o protocolo que exige a transferência imediata de crianças menores de 10 anos vítimas de picadas de escorpião para uma unidade de referência. A autoridade policial classificou a alegação como um fator que fundamentou o pedido de afastamento temporário do profissional de plantões de urgência e emergência.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que poderá decidir sobre o prosseguimento da ação penal. A defesa do médico declarou que não pretende discutir a decisão policial neste momento, afirmando que o profissional tem “plena certeza de sua inocência”.


