Pesquisas apontam diferenças na menopausa entre mulheres negras e brancas. Os sintomas vasomotores, como ondas de calor e suor noturno, podem ser mais frequentes e persistentes em mulheres negras. A mudança hormonal afeta também a pele, exigindo cuidados específicos.
Dados do Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN) mostram uma diferença de cerca de 1,2 ano na idade da menopausa entre os dois grupos, após ajustes estatísticos. A ginecologista Giovana Brunet explica que a raça não define o momento da transição, citando fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida como influenciadores. Ela alerta que mulheres negras podem apresentar a transição mais cedo e precisam ter seus sintomas valorizados.
Os sinais hormonais não se limitam ao fim dos ciclos menstruais. Alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal e ondas de calor podem surgir na perimenopausa. A médica aconselha que a mulher não espere a última menstruação para buscar orientação, permitindo discussão de estratégias de prevenção.
As transformações hormonais também impactam a pele. Na pele negra, a tendência à hiperpigmentação se torna um ponto de atenção após inflamações ou agressões à barreira cutânea. Giovana Brunet afirma que os protocolos de cuidado devem ser individualizados, adaptando-se às necessidades criadas pela mudança hormonal.
As mudanças da menopausa ultrapassam a aparência. A redução hormonal afeta a saúde óssea, cardiovascular, sono e sexualidade. O acompanhamento médico permite avaliar fatores de risco e definir cuidados adequados para cada caso, visando a qualidade de vida durante a fase.


